Páginas

Bruno Levhiatan Muscal Almada

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Campus solus

Lembra-se de quando costumávamos ser livres sem se importar com o que poderia ser ganho ou perda por esses caminhos largos?
Bons foram aqueles grandes tempos com o sol queimando os nossos rostos, caminhando por campos e por estradas, prestando atenção no céu de minérios nobres.
Corremos por estas ruas afora sem nenhuma pressa, falando sobre inúmeras coisas sem preocupações e sem remorso, sem dor e nem arrependimento.
Mas, algo se perdeu no meio do caminho, os braços da amizade não podem resistir ao peso de tantos golpes; Eles tendem a deixar tudo cair, nem a promessa de um pouco de amor nem todo o brilho sedutor do ouro podem lhe devolver a gloria maculada.
Com tanta distancia, mentiras travestidas de dólar e promessas preciosas você pode sentir seu corpo re-viver com um beijo nos lábios do vento que vem do norte. Contudo o tempo que passou através das planíces do tempo me mostram as crianças correndo enquanto o sol se põe...certeza de amanha?
Algo parece partido visto daqui...porém eu não tenho porque amaldiçoar uma espinha que já se quebrou em um ponto qualquer.
Solitude.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Regra


Esta vida não é um jogo.
Não é ringue, nem um filme de mafiosos.
Há muitas lagrimas pelo chão, mas nenhum sangue nas portas...
Tudo foi confiado a você e o que fez? foi para bem longe em um belo Rolls-Royce.
Estou pensando em como orações mudaram tanto as coisas...
...olhe ao nosso redor, não passamos de um homem bomba e um vendedor chique de loja. A diferença é, eu sei o que ser um nada representa...e você sabe o que é ser um Rei?
Quanto tempo acha que suporta, quanto espera que essa fábula com lepra tenha?
Nenhum de nós vai sair desta viagem com vida, não dê as costas, não passe por sobre tudo.Não se engane achando que assumiu as rédeas, não existem Deuses na selva onde fui jogado.
Ninguém vai te culpar por ser um desistente, mas saiba que vão tirar tudo que ganhou, a dor custa caro.
Então não me venha com a sua falsa pregação de irmandade, quer falar mais por aqui, então me enterre; Pois não há Deuses na selva onde fui jogado.
Não há nada além de armadilhas na terra onde fui jogado.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

The Post

Minhas palavras agora podem significar qualquer coisa.
Podem significar apenas o pedaço de uma historia que foi perdido.
Ou podem ser a minha retirada, um testamento ainda em vida.
Sinto a sua satisfação em sonhar com o letreiro neon e deixar a panela queimando no fogo.
Tudo o que realmente deseja é me amassar como um inseto pra satisfazer o seu ego, mas esqueceu que este poster que esta usando como porrete tem o meu nome escrito nele e meu rosto estampado.
Se revoltar apenas completa o meu café matinal, por conta disso vou devolver tudo que ganhei por viver disso, até a ultima pedra.
Antes que tudo acabe vou dizer...não estou aqui pra impressionar e nem pra me mostrar.
Quando eu sair vou embora, não me importo com o que pensa, vou meter tudo no ventilador e você vai ver o que andei aprendendo ao longo de vinte anos.
Não precisa segurar mais, você jogou o tempo todo e o tempo lhe fez mostrar a cara, pode até tentar mudar mas não é lá tão brilhante esta jogada. Deu o lado para quem sempre te olhou de frente e me deu uma brecha pra forçar a saída...
...Tudo bem pra seja lá quem for, não quero que goste de mim e sim que me deixe sozinho.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Pé na Estrada

Esta foi a ultima dança.
Enfim as luzes se apagarão.
As poucas luzes que iluminam tudo o que posso ver, o único lugar pra se ficar.
Eu vejo uma linha reta e sigo em frente.
À muito tempo deixei de gostar do que vejo, meus olhos queimavam e ninguém percebia, mas agora não há do que se envergonhar.
Permaneci segurando esta dor por tanto tempo, agora percebo que sempre pertenci a outro lugar.
Vou me esconder no tempo e me enterrar nas areias entregue ao vento agora, sem rosto, sem memorias...
...Pegar a estrada.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Príamos

Consciência, quanto mais ainda pode suportar? uma pequena fagulha, uma imensa cortina antes da grande queda. Agora está aqui plena em toda fúria, e não há nada que se possa fazer pra tranquiliza-la de novo.
Observe os pássaros que voam sobre este céu, o sol que queima a pele e ferve a carne e sangue; A grandeza de um mundo leproso, um lugar onde você pode esquecer a realidade...
... Lagrimas de condenado simplesmente não traduzem tudo o que só é possível na morte. Mostre piedade e ceda-me o véu que afastará a prisão, logo agora com tanta vida, a mesma vida tão breve que aqui ainda reside e a qual eu peço pra que me traga serenidade.
Um corpo sem forças, falido, a imagem do próprio homem e das suas muitas falhas; Dos muitos erros a ele acorrentados, a face do que somos e de quem fomos.
Apenas pranto, sensações nostálgicas a medida que cheia a lua se eleva.
O ódio despertou com sua ira intensa, uma imensa tocha...
...E todo desejado é saber, saber se há algo que possa acalma-la outra vez.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Demônio Foguete


Tempo...como voou depressa, moedas de prata corromperam-me, sonhos à jato e surf à cabo.
Maldita falta de pureza; Exploda-me consigo demônio foguete, sem pressa, sem preces, dó e nem piedade.
O nosso erro consistiu em especular demais, agora deixe que vá, sinta a decepção fluir.
Tudo porque nascemos com os olhos fechados, a boca aberta e passamos a vida tentando corrigir este erro natural. Não chore por mim e nem me espere; Eu nunca mais estarei ao seu redor...
...Nada pode me prender aqui.
Comecem a contagem agora, vamos demônio foguete! Venha e me trucide agora.
Vocês jamais me verão outra vez.

Postumu Sensu

Não me recordo da ultima vez em que me senti vivo.
Quando foi que tudo isso tornou-se um divertimento?
Nunca nos damos conta do quanto custa e quanto mais você compreende mais difícil fica de quitar esta divida vital.
Não dá pra viver de sonhos alheios, a sensação de não ter feito nada é insuportável, acaba com aquilo que toca...negacea todos os planos.
O melhor ainda seria ir, mas...pra onde vou? Não importa! Sumam com as lembranças.
Fica apenas um coração ferido, resultado dos restos, deixaria algo se pudesse; Mas para onde vou, pessoa alguma gostaria de guardar alguma coisa.
Gostaria de lhe ver falar e seguir inteiro tendo tantas dores e cicatrizes pra carregar consigo. Não se pode doar aquilo que não possui.
Eu gosto de ficar e me sentir o centro da piada, mas tenho uma vida pra morrer, por isso vou embora sem deixar nada. Porém levarei tudo!
E quando nada mais sobre mim for dito não haverá sobrado nada, E em meu derradeiro lamento estarei liberto.

terça-feira, 10 de julho de 2012

O amor e o Tempo

O tempo a algum tempo, há tempo, à tempos.
Nossa quanto tempo! Pouco tempo! Nosso tempo.
Que bom haver há neste tempo nosso tempo.
Tempo suficiente para ser e para aprender-mos a sê-lo.
Tempo que dividimos para poder tudo e a nós juntar, tempo suficiente para amar. E para compreender-mos e a ele também em sua infinita ciranda.
O mesmo que pedimos que passe para que voltemos depressa; O tempo que nos une em um longo abraço de carinho...
...O tempo rei que de longe no seu trono observa-nos, compreende, sorri e assiste atentamente seu próprio caminhar para dar a nós o sabor de com o tempo construir uma história e marcar... marcar no tempo.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Incerto (indefinido)


Não se pode ver através de olhos
Sorrisos sem nenhuma doçura é tudo que tem agora.
Onde estão os sonhos? Quem roubou os contos de fada?
A verdade não virá, só mentiras disfarçadas de maravilhas e surpresas.
Não há mais tempo pra apostar, a esperança de algo espetacular se perdeu pra sempre e tudo que se manteve em pé até agora rolou com força.
Definitivamente não dá para tocar uma estrela, só observar seu brilho longínquo de bem baixo.
Evite apostas que não pode vencer...
...afinal de que valem todas elas? Para que serve esta vida?
...Só para ficar esperando por um longo tempo algo que está inacessível.


terça-feira, 19 de junho de 2012

Aurum Tenuis




Eu ainda estou vivo?
Quanto ainda há para ser entregue?
Passei a vida seguindo pessoas atrás de riquezas.
Tantas coisas a se dizer, tantas que já não posso mais falar, agora só resta o passado.
Venha senhor Hollywood, rapaz rei da caixa mágica, me mostre como alcançar o outro lado e encontrar riqueza interior.
Limites delgados em meu podre interior procurando por algo que me traga vida. Que faça acabar esta ciranda maldita, algo que me traga um alivio...
Mantenha-me procurando a riqueza...
Mantenha-me procurando até morrer ficando cada minuto mais velho...
Retire de mim a esperança, roube-me a riqueza e o tempo que sobrou.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Melancólico Mundo







Isso é irracional, nada é real!
Sem nenhuma benevolência, o que posso sentir?
Destruindo espelhos, traindo a si mesmo...
Vagando por pesadelos, dormindo no inferno

Enterrado nesse mundo sucumbido
Desvanecendo nesse mundo escuro

Promovendo a raiva, criando mais tipos de destruição (nos veremos em breve)
Cometendo mais um suicidio, falhando mais uma vida... tentando mais uma vez.
O que ainda restará?

Estou enterrado nesse mundo falecido.
Ainda enterrado... 
Enterrado vivo nesse mundo morto
Ainda caído nesse mundo aniquilado
Cravado...
Continuo abatido nesse mundo devastado
Me apago nesse mundo escuro.

Matarei mais uma vez esse mundo morto.
Falharei outra vez nesse mundo arruinado.






                                                                              Bruno Levhiatan 31/05/12

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Anfêmero Utópico



O que anda acontecendo?
Onde estão todos quando precisamos?

Ter que viver o presente sempre preservando o futuro, ainda temos que sobreviver...
Um mosaico de sentimentos e pensamentos que sempre reaparecem, contorcendo a realidade.
A ilusão sempre pareceu tão real, hoje acordo de uma longa noite.
A distorção ainda se faz presente, ausente ardileza.

Ainda sinto como se fosse a primeira vez
Ainda apertarei mais o nó

Ter que viver o futuro sempre preservando o presente, ainda teremos que sobreviver!
Caminhar sozinho ainda é a melhor saída... preciso de toda concentração.
O vázio ainda me preenche, a estrada que não tem um destino final, ainda percorro
Quando não nos ensinam de onde viemos, tanto faz a última parada, sempre será o melhor possível

O que aspiramos, sempre será mais importante que o êxito.








                                                                            Bruno Levhiatan 28/05/2012

Álgido Devaneio





O som esta álgido, ainda me congelando
Mude mais uma vez, onde esteves?
O solitário sente frio... os anos se passaram ermos...

... permanecendo nessas estradas... onde elas me levariam?
Permaneça...

A escolha fez tudo se dissipar...
O céu permanece lugubre, a voz ressurge...
O solitário ainda sente frio, os dias passam insípidos
Talvez ele precise se manter...

... nessa estrada, será que ainda é relevante?
Permaneça sem questionar... apenas...
... permaneça...

O frio aumenta, os tempos passam a estrada ainda persisti.






                                                                         Bruno Levhiatan 28/05/2012

sexta-feira, 9 de março de 2012

Estranho (feliz aniversário 2)


Sinais estranhos que me esforço pra entender.
Tudo revirado por dentro.
Quando isso vai parar, como isso vai parar, por que não para de uma vez, pra onde tudo foi? Sou meu próprio perseguidor e perdoou-me menos a medida que o tempo se aproxima doloroso.
Distancia de tudo, riso sem graça, tudo que faz é ficar cada dia menos acompanhado, cada minuto mais vazio e cada segundo mais velho.
Alegria que precede o desespero à beira do abismo torcendo pra cair.
Um café ou remédios não vão resolver desta vez. Não desta vez e talvez mais de vez alguma...
Não adianta pôr pra baixo quem não consegue se levantar, coisas ruins pioram sozinhas. Acredite!
Além do mais...não há necessidade de ajuda pra ser o causador do seu próprio fim.
Agora apague as velinhas a festa acabou.