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Bruno Levhiatan Muscal Almada

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ilegível Cavidade





Esperar, respirar... descansar.
Observar, respirar... esquecer.
Reencontrar, respirar... desviar.

Descansar, esquecer; Desviar.
Esperar, observar; Reecontrar-se.
Respirar, respirar e respirar.

Inspirando a sujeira, expirando uma sublevação.
Alimentando mais uma comiseração, expelindo mais lhaneza.
Percorrendo alguns caminhos ilegíveis, apenas para preencher algumas cavidades.

Quem procura abrigo, acaba sem lar.
Quem se foi não irá mais voltar.
Toda essa exiguidade, continuará sendo minha antipatia.
Caminhos foram separados por um exíguo abismo...
A metade nunca será o inteiro.





                                                                                        Bruno Levhiatan, 16/02/13

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