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Bruno Levhiatan Muscal Almada

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Capacidade Figurada

Tanta capacidade afundada em impotência, tanto pra dar sem nunca ter produzido nada.
Esperar tanto de algo que rende frutos que não são apreciados e menos ainda esperados.
Já há feridas demais a entristecer e adoecer a quem nunca esteve muito bem...
...aparências não provam nada, apenas deixam no ar uma sensação que não é real.
Uma mentira que machuca pior que qualquer verdade, prefiro ser o pior de qualquer lugar vivendo a verdade, mesmo que seja no esgoto dela.
Se tem que ser assim a solidão soa melhor, não preciso de um numero maior de desafetos e nem das crises de incredulidade a mim tão gentilmente cedidas...
Pois sei que é melhor viver com o meu maior inimigo e ver o seu rosto toda vez que olhar no espelho.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Código Fonte



O que você faria se soubesse que só teria mais 1 minuto de vida?

O tempo se encurta a cada respiração,os desejos aumentam a cada olhar
Muitas coisas passam por minha mente, poucas me fariam tão bem...
No momento de maior desespero, encontraria meu maior prazer...
Então seguro a respiração e revivo tudo o que já passei...
A calma já toma conta do meu coração
Nunca precisei de ajuda, mas agora só precisaria te escutar dizendo:"Tudo vai ficar bem"

Então se tudo quer ir, deixe-o desaparecer...
Mais uma parte de mim que me reaviva
Em seu olhar é supostamente onde irei morar...

Então seguro mais uma vez minha respiração e vejo os segundos correndo, percebendo o meu fim...
Agora já não me preocupo mais
Enquanto observo os flashs da minha vida confrontar-se com seu olhar, seguro pela ultima vez a respiração...

 



                                                                          Bruno Levhiatan 26/07/11

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Memórias Mortas



Sinto como se estivesse sendo observado sempre...
Sinto como se estivesse sendo julgado a cada momento...
Sinto como se todos estivessem me testando em seus jogos supérfluos...

Me sinto um estranho em meio a multidão...
Me sinto uma "multidão" perante alguns individuos...
Sinto que a cada passo mal calculado, perderei minha chance para sempre...
Vivo entre os extremos, sinto o passado voltando sempre para tirar meu futuro.

Recorrente ideia de estar em um filme que muda a cada novo cenário...
O roteiro original seria terror, mais com tantas reviravoltas o drama se tornou a ação...

Com tantos ao meu redor, já não sei mais que caminho seguir, já não sinto o mesmo de antes...
Sinto que o tempo esta se acabando e a força já não é a mesma...

Seguindo na escuridão, não poderei deixar escapar, mais uma historia sem um final feliz....
Eu sinto que a hora de ir é agora, meu outro "eu" já está morto...
Você já me pediu muito mais do que eu posso oferecer...
Agora já não sei mais onde estou e quem sou, já não sobreviverei mais...
Eu sei que não vou escapar, tambem sei que não terei outra chance...
Uma parte de mim já se foi, e a outra não durará muito tempo...


                                                               Bruno Levhiatan 25/07/11

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Lúgubre Neptuno



Hipnotizado, inebriante conduta, me conduz ao extremo...
Ébrio já não consigo destinguir o que me convem...
Disperço em alguns declives que nunca se acentuarão
Viagens, provenientes de motivações elevadas; que me abandonam no meio do "nada"
Alguns fatos sobre você, me fez pensar esta noite...
A repetição de parabolas que acabaram de ser promovidas; a elevação de um sentido, só sentido por poucos e/ou distintos

A menor distancia entre dois corpos, é o ponto extremo onde o coração possa alcançar...
Posso sentir... já poderei prosseguir, uma parte já guardada a sete chaves.

Fui ao longe e enxerguei o inreal
Mesmo próximo não parece real

A distancia se tornou nula, o sentido se fez reconhecer
Caminho em direção ao sol, já sinto mércurio
O sussurro aquece mais um pouco, as palavras se desvanecem

A caminhada precisa ser acompanhada, hoje para sonhar tenho que abrir os olhos.
Agora para enxergar hábiamente terei que fechar os olhos...
Hoje a "figura" embassada possui um rosto;
O complemento magistral contrastante de um frio e lúgubre ser

O sol esta cada vez mais próximo, hoje a ordem de afastamento, já não é a mesma.
Hoje dois mundos estão unidos.






                                                                Bruno Levhiatan (21/07/11)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Extenuante Ácido

Eu danço em meio aos monstros e baratas na sujeira, eu vejo tudo em preto e branco, lá avistei você e as faces do meu pesadelo.
Eu olhei pra mim...mas o que estava olhando?
Lembro do amargo de me reconhecer.
Da felicidade que me deixou e do amargo que senti ao surgir.
Você estava feliz quando se foi.
O que fazer agora que se foi? como seguir?
Não há o que seguir; Agora só há a dor deste extenuante mergulho neste mar ácido...
Agora que tudo se foi envolto em lágrimas no meio dos escombros e da chuva só restou procurar um lugar pra voltar.
Voar de volta...sem volta
o derradeiro mergulho...o que dissolve minha carne
A falsa felicidade...aquela que deixou no ar a certeza de nunca ter existido.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Escopo




Agora que o mundo acabou, o que farei?
Agora que sobraram poucos o que deveriamos fazer?

Abro os olhos e percebo a destruição...

Hoje, um dia depois do fim do mundo... não reconheço o lugar onde frequentei, agora o vejo aos pedaços em meio ao caos...
Mais se pereceu, como poderia ainda permanecer aqui?

O mundo se renova a cada dia, não existe dia perdido... a cada gesto, a cada olhar, a cada palavra dirigida a você a cada respiração; definitivamente nenhum dia se repete...
Ontem meu mundo acabou, hoje comecei outro que acabará em instantes...
Tudo o que me persegue, ficará no caminho logo adiante, tudo que levo percorrerá toda vereda...

A debilidade do caminho...
A austeridade da caminhada...

A eficiência dessa deficiência que a torna mágica... em meio ao caos do fim do meu mundo, calcífico outros pilares...
Em meio aos pilares me escondo da tragédia anunciada.
Por mais tranquilo e perene que esteja, sempre sentirei o aroma do enxofre...

A caminhada prossegue até que se encontre um bom lugar, para se enfrentar o próximo apocalipse...
Em meio a escuridão enxergo uma luz verde incandescente que aos poucos se divide em um olhar, não haveria abrigo melhor...

Depois de milhas e milhas vagando em meio ao caos, enfim encontrei meu lugar.
Enterre seus segredos em minha pele... eu nunca soube onde estive até que o ultimo instante terminasse.

"É o fim do mundo todo dia da semana"



                                                               Bruno Levhiatan (13/07/11)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Pirronismo Finito





Entre o paraíso e o inferno, existe a vida...
Entre deus e o diabo existe você e eu...
Entre a bem-aventurança e o pecado existe o experimentar...
Entre o rezar e se confessar existe a conversa...
Entre o bem e o mal, existe o bom senso...
Entre o comprovado e o imaginário existe a fé...
Entre o purgatório e o inferno existe o céu...
Entre o principio e o fim, existe a caminhada...
Entre acreditar ou não, existe a educação...
Entre fugir ou encarar, existe a coragem...

Entre preencher minha vida com futilidades esdruxulas, prefiro encarar o vázio de sua existência...
Entre esperar por ordens expressas interdimenssionais, prefiro encontrar minha presença em meio a toda essa ausência... 

Todos os outros motivos foram recusados... hoje só sobraram alguns nobres defeitos, que persistem em serem adaptados.

Entre mortos e feridos, não sobrou mais nada.



                                                                                     Bruno Levhiatan (08/07/11)