Eu pensei no inicio que a vida fosse uma estrada longa, mais como toda a estrada tem seus longos caminhos e encruzilhadasComo longas ruas com suas infinitas quadras logo eu vi que estava errado, pois assim a caminhada não se completaria mesmo com a chegada do cansaço...
Dai passei a ver a vida como um jogo, mais percebi que um jogo também não daria muito certo por que um jogo pode-se sempre reiniciar sempre que perder e voltar sempre que se tomar uma atitude errada, o que mudaria todo um sentido em viver e cortaria o prazer de errar e aprender, lutar e viver e concertar e perder...
Ai passei a ver a vida como se fosse o ensinamento dos outros (mais isso me deu muitos motivos pra chorar, mais do que eu já tinha) por que eu nunca aprendia as coisas da maneira certa e estava sempre fazendo comparações com coisas que eu nem vivia de fato... Ao perceber que isso não funciona comigo (pode ser que sirva pra alguém por que sempre serve pra alguém) mudei bruscamente de direção e continuei andando em busca de rumo pro sentido da palavra "vida".
Decidi então fazer de tudo por que assim alguma coisa me mostraria o que é viver... Mais como toda experiência é sujeita à suas falhas eu errei de novo (e já tava ficando cansado!) porque eu tentava de tudo e não via resultado em nada o que começa a soar frustrante no decorrer de qualquer período por que eu tava tentando de tudo e nada solucionava a questão...o que torna tudo muito complicado.
Quando nada me restou como alternativa por que eu andei, joguei, escutei pessoas, fiz todas as coisas que podia e aproveitei tudo isso pra errar, aprender, reiniciar, sentir o sabor amargo de voltar ao zero, dormir e perder o sono eu parei e pensei em não fazer nada... ai cheguei na seguinte conclusão: viver é como descer as muitas escadarias em um edifício...você desce e vê pessoas, se relaciona com elas, trabalha por lá, aprende e ganha dinheiro e riquezas ideológicas mais apesar de tudo continua descendo (por que o ser humano nunca está satisfeito e esta sempre em busca de mais...por isso ele desce sem parar) e com isso você adquiri mais ensinamentos, escuta pessoas e joga...e de vez em quando aproveita pra beber alguma coisa e escutar pessoas que precisam de um ombro pra desabafar, por que ao longo do caminho você descobre que existem pessoas mais perdidas que você em meio aos degraus e alguns bancos que lhe oferecem algum repouso dessa "corrida maluca" onde todos querem vencer mais não podem. Ai você retoma a caminhada e continua descendo e quanto mais você desce mais velho fica e mais sábio também por que não existe propósito em andar tanto e não aprender nada mais é justo quando você está perto do fim dos degraus que eles têm um fim e que não se pode subir de volta, só pode lembrar e rir ou chorar das coisas boas e ruins que aconteceram (por que lembranças sempre ficam) dai você para mais um pouco e respira fundo se preparando pro final da jornada em meio a escadas, andares, experiências, amores, pessoas, musicas, lagrimas e portas pra evitar...
Então chega o ultimo degrau e você sente uma coisa que não mostrou sua face ao longo de tantos anos andando rumo a o térreo... O MEDO, esse monstro invisível que te assombra de dia e de noite enquanto desce e ouve vozes e vê pessoas, a única coisa capaz de te desesperar.
Mais ai você descobre que é apenas um vacilo e que tudo mais é inevitável agora, que sentir medo deixou de ser algo extraordinário... E então você aceita o que vem a seguir e só frente a frente com o ultimo degrau é que resolve fazer uma re-avaliação de tudo e descobre que a vida é tudo o que fez e sentiu aquele dia em meio às escadas onde encontrou alguém que fez seu coração bater mais forte, o medo que sentiu de descer sozinho, a primeira porta a qual bateu o dia em que dormiu sozinho nos degraus ou em um dos bancos ou no dia em que desejou subir novamente todos os degraus porque queria parar de descer... Mais ai você fita o ultimo degrau e desce. Olha!!! Uma porta!!! Onde leva?...E quando cruza a porta descobre que é uma estação... E lá tem um trem com um túnel imenso e pessoas.
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