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Bruno Levhiatan Muscal Almada

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Incerto (indefinido)


Não se pode ver através de olhos
Sorrisos sem nenhuma doçura é tudo que tem agora.
Onde estão os sonhos? Quem roubou os contos de fada?
A verdade não virá, só mentiras disfarçadas de maravilhas e surpresas.
Não há mais tempo pra apostar, a esperança de algo espetacular se perdeu pra sempre e tudo que se manteve em pé até agora rolou com força.
Definitivamente não dá para tocar uma estrela, só observar seu brilho longínquo de bem baixo.
Evite apostas que não pode vencer...
...afinal de que valem todas elas? Para que serve esta vida?
...Só para ficar esperando por um longo tempo algo que está inacessível.


terça-feira, 19 de junho de 2012

Aurum Tenuis




Eu ainda estou vivo?
Quanto ainda há para ser entregue?
Passei a vida seguindo pessoas atrás de riquezas.
Tantas coisas a se dizer, tantas que já não posso mais falar, agora só resta o passado.
Venha senhor Hollywood, rapaz rei da caixa mágica, me mostre como alcançar o outro lado e encontrar riqueza interior.
Limites delgados em meu podre interior procurando por algo que me traga vida. Que faça acabar esta ciranda maldita, algo que me traga um alivio...
Mantenha-me procurando a riqueza...
Mantenha-me procurando até morrer ficando cada minuto mais velho...
Retire de mim a esperança, roube-me a riqueza e o tempo que sobrou.